quarta-feira, 28 de outubro de 2026 · Santa Teresa, ES InstagramYouTube
Política

Ricardo Ferraço tenta no 2º turno uma virada que nenhum candidato a governador conseguiu neste século

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Levantamento com dados do TSE mostra que, entre 2002 e 2022, ninguém venceu eleição estadual no segundo turno após largar mais de 15 pontos atrás no primeiro.

O segundo turno da eleição para o Governo do Espírito Santo, marcado para 25 de outubro, coloca o governador Ricardo Ferraço (MDB) diante de um obstáculo que a história recente das urnas brasileiras ainda não viu ser superado.

No primeiro turno, realizado no último domingo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) ficou muito perto de encerrar a disputa, com 49,65% dos votos válidos. Ricardo Ferraço terminou em segundo, com 34,06%. A diferença entre os dois é de 15,59 pontos percentuais.

Um levantamento da coluna de Vitor Vogas, publicado nesta sexta-feira (9) em A Gazeta, cruzou dados do TSE e mostra o tamanho do desafio. Entre 2002 e 2022, o país realizou seis eleições diretas para governador, somando 162 disputas estaduais. Destas, 73 foram decididas em segundo turno.

Em apenas 18 dessas 73 houve virada, ou seja, o segundo colocado do primeiro turno acabou eleito. Na grande maioria (16 casos), os dois candidatos estavam separados por menos de 10 pontos na largada. As maiores reviravoltas do período aconteceram no Maranhão, em 2006, quando Jackson Lago superou uma vantagem de 12,85 pontos de Roseana Sarney, e no Rio Grande do Sul, em 2022, quando Eduardo Leite reverteu os 10,69 pontos de Onyx Lorenzoni.

O dado mais relevante para o cenário capixaba é outro. Em 18 disputas decididas no segundo turno, o líder abriu mais de 15 pontos de vantagem. Em nenhuma delas o segundo colocado conseguiu virar. Se vencer no dia 25, Ricardo Ferraço protagonizará um feito inédito no país neste século.

Contexto necessário: o histórico é um retrato do passado e não uma previsão. O segundo turno é uma nova eleição, com mobilização própria, realinhamento de apoios e peso diferente da rejeição de cada candidato. O levantamento serve para dimensionar a dificuldade, não para antecipar o resultado, que será decidido pelo voto do eleitor capixaba, inclusive nos municípios da região Central Serrana.

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