quarta-feira, 28 de outubro de 2026 · Santa Teresa, ES InstagramYouTube
Educação

Pais denunciam abandono e riscos à segurança em escola de Santa Teresa

E.M.E.F. Professor Ethevaldo Damazio
E.M.E.F. Professor Ethevaldo Damazio

Pais de alunos da E.M.E.F. Professor Ethevaldo Damazio, denunciaram as condições precárias de funcionamento da unidade escolar, que atende mais de 1.200 estudantes entre 6 e 14 anos.

Segundo os relatos enviados por responsáveis de alunos, enfrenta há cerca de 18 anos problemas estruturais, sanitários e de segurança considerados graves pela comunidade escolar.

De acordo com as denúncias, a unidade possui um dos lados sem muro de proteção, permitindo acesso direto entre a área escolar e uma região de vegetação alta. Pais afirmam que a ausência da barreira facilita a entrada de animais peçonhentos, como cobras e escorpiões, além da circulação constante de cães de rua dentro do ambiente frequentado pelos estudantes.

Os responsáveis relatam ainda que animais com sinais aparentes de doenças circulam livremente pelos corredores e espaços de convivência da escola. Segundo eles, funcionários improvisaram barreiras com paletes de madeira próximos à guarita na tentativa de impedir a entrada de cães.

Outro problema apontado é o acúmulo de dejetos de pássaros em bancos, pátios e demais áreas internas da instituição. Embora reconheçam o trabalho de limpeza realizado pelos servidores da escola, os pais afirmam que o problema persiste há anos sem solução definitiva por parte do poder público.

As críticas também se estendem às condições estruturais do prédio. Segundo os relatos, banheiros da quadra esportiva são utilizados como depósitos de sucata e equipamentos inutilizados. Quiosques localizados em frente à escola também teriam sido transformados em áreas de armazenamento de entulho.

“Façam uma visita à escola e confiram. A situação é de abandono”, afirmou um dos pais, que disse acompanhar a realidade da unidade desde sua inauguração.

Os denunciantes questionam ainda a eficácia do sistema de segurança da escola. Apesar da existência de guarita e portão eletrônico na entrada principal, afirmam que a ausência de fechamento completo no terreno compromete totalmente o controle de acesso.

De acordo com os relatos, o muro foi construído parcialmente ao longo dos anos. Inicialmente, a escola teria recebido proteção apenas na parte frontal. Depois, outro trecho foi fechado com muro e um terceiro lado recebeu alambrado. O quarto lado, segundo os pais, segue aberto até hoje.

As imagens apresentadas pelos denunciantes teriam sido registradas há cerca de um mês. Pais de alunos afirmam que os problemas permanecem sem mudanças significativas.

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