A olericultura do Espírito Santo gerou R$ 2,49 bilhões em 2024. O Estado plantou 41 hortaliças em 24,6 mil hectares e colheu 975 mil toneladas. Cinco produtos responderam por 66% do valor: tomate, gengibre, repolho, chuchu e inhame. O mapa produtivo revela polos especializados e níveis distintos de concentração.
O tomate liderou a renda do setor. A safra somou 159,9 mil toneladas, equivalentes a 18% do valor. A produção é distribuída entre municípios. Afonso Cláudio colheu 23,4 mil toneladas (14,6%), Domingos Martins 22,8 mil (14,3%) e Santa Maria de Jetibá 19,3 mil (12%). Juntos, reúnem 41% do volume estadual.
O gengibre segue lógica oposta, com forte especialização regional. O Espírito Santo produziu 77,7 mil toneladas, 13% do valor do segmento. Santa Leopoldina liderou com 31,5 mil toneladas (40,5%), seguida por Santa Maria de Jetibá, 26,4 mil (34,0%), e Domingos Martins, 16,3 mil (20,9%). As três praças somaram mais de 95% da oferta.
O repolho foi a hortaliça de maior volume físico. A safra alcançou 205 mil toneladas e respondeu por 12% do valor do setor. A produção é concentrada: Santa Maria de Jetibá foi responsável por 87,8% do total. Alfredo Chaves e Domingos Martins colheram cerca de 5 mil toneladas cada (2,4% por município).
No chuchu, a concentração é ainda maior. O Estado colheu 198,1 mil toneladas em 2024. Santa Maria de Jetibá produziu 192,0 mil toneladas, 97% do total. Santa Leopoldina somou 3,4 mil toneladas (1,7%) e Santa Teresa, 1,7 mil toneladas (0,8%).
O inhame apresenta arranjo mais equilibrado. A produção chegou a 95,5 mil toneladas, 11% do valor da olericultura. Alfredo Chaves liderou com 31,7 mil toneladas (33,2%), seguido por Laranja da Terra, 16,5 mil (17,3%), e Marechal Floriano, 10,5 mil (11,0%). Os três concentraram 61% do total.
Para o secretário de Agricultura, Enio Bergoli, o retrato combina escala e diversidade. Segundo ele, o equilíbrio entre concentração e distribuição territorial decorre de assistência técnica, inovação e organização dos produtores.
Recorte local — Santa Teresa
Santa Teresa participa do arranjo do chuchu com 1,7 mil toneladas, o equivalente a 0,8% da produção estadual de 2024. O dado reforça a presença do município em cadeias de hortaliças, ainda que com peso menor frente aos polos vizinhos.
Fonte: dados oficiais do Governo do Espírito Santo sobre a olericultura de 2024.
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