Cinco estudantes do ensino médio da rede pública começaram, nesta semana, a participar do projeto “Meninas fazem Ciência no INMA”, em Santa Teresa (ES). A iniciativa oferece vivência de pesquisa e contato direto com a biodiversidade da Mata Atlântica. As atividades seguem até 30 de janeiro.
A médica-veterinária e tecnologista Mariana Furtado, coordenadora do projeto no Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), afirma: “Receber as estudantes reforça o compromisso do INMA com a ciência, a educação e a equidade de gênero. Acreditamos que proporcionar às alunas da rede pública o contato direto com a pesquisa científica e com a biodiversidade da Mata Atlântica é uma forma de despertar vocações, ampliar horizontes e mostrar que a ciência também é um espaço pra elas. Durante a imersão científica, as participantes terão a oportunidade de vivenciar a pesquisa por meio de atividades desenvolvidas em acervos históricos e coleções científicas do Instituto, além de participar de oficinas práticas com a fauna silvestre e experiências a campo em área protegida da Mata Atlântica. A proposta inclui a elaboração de uma apresentação final elaborada pelas próprias alunas, estimulando a expressão científica e a autonomia criativa. Para o INMA, é uma grande satisfação aproximar meninas do universo da ciência, estimulando o protagonismo feminino e a construção do futuro da ciência e da conservação no Brasil.”
As alunas destacam a expectativa com a imersão. “Eu estou muito ansiosa, estou com muitas expectativas para poder aprender mais sobre os seres vivos, sobre os animais, sobre botânica, zoologia. Pesquisei também sobre o INMA, sobre o Museu e eu estou muito curiosa”, disse Kissila Joanes da Silva.
“A minha expectativa é aprender um pouco mais sobre o INMA, a Mata Atlântica em si, porque, mesmo que eu tenha nascido aqui, eu sei um pouco, bem pouquinho mesmo, sobre a diversidade, a biodiversidade. Eu quero aprender muito mais sobre a biologia também”, comentou Laura Regina Ferreira Regattieri.
“Eu estou muito curiosa e eu acho que vai ser muito bom porque eu quero aprender muito, eu sempre gostei muito dessa área e, principalmente, eu gosto muito de cobras. E eu tenho muita curiosidade de aprender sobre e eu sinto que a gente vai aprender muito aqui. A gente vai se dedicar bastante e vai ter muito conhecimento sobre isso”, disse Nicolly Biasutti Calvi.
“As expectativas estão bem altas porque o saber é algo muito importante, o conhecimento é algo que ninguém nunca nos tira, então vir para cá é um meio de adquirir um saber, um conhecimento muito maior. A gente sempre passa aqui em frente, a gente visita às vezes, mas não temos conhecimento da dimensão do que tem aqui, o que habita, o que é produzido”, explicou Ana Julya Lulio.
“A minha expectativa, ela tá muito alta. Quando anunciaram esse projeto, eu fiquei muito feliz e sabia que eu tinha conseguido a vaga também. Eu não sou de Santa Teresa, mas eu moro aqui há muitos anos, e eu sempre fiquei interessada em conhecer mais o Museu. Eu creio que também vai me ajudar muito, se é realmente isso que eu vou querer pra prestar meu vestibular, se é realmente essa carreira que eu vou querer seguir”, disse Agatha Ferreira Costa Clementino.
O “Meninas fazem Ciência no INMA” é alinhado ao “Programa Futuras Cientistas”, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Na 12ª edição, o programa foi criado em 2012 no Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene/MCTI), em Pernambuco, para estimular a permanência de alunas e professoras de escolas públicas em áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM). Desde 2023, a ação ocorre em todo o território nacional.
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