Iniciativa do Instituto Últimos Refúgios forma professores e mobiliza estudantes para registrar a biodiversidade da Mata Atlântica
O Instituto Últimos Refúgios desenvolve o projeto Clube dos Observadores da Natureza. O objetivo é incentivar o registro da fauna e flora da Mata Atlântica em comunidades e territórios pouco explorados, mas ricos em biodiversidade.
Formação de professores e mobilização dos alunos
Segundo o fotógrafo de natureza Leonardo Merçon, fundador e diretor do Instituto Últimos Refúgios, o projeto aposta na formação de professores da rede pública e na mobilização de estudantes dos 7º, 8º e 9º anos do Ensino Fundamental de escolas municipais.
A iniciativa também prevê o apoio de empresas em municípios de sua escolha e localidades historicamente negligenciadas.
“O ponto central é reconhecer e transformar os educadores em multiplicadores de conhecimento e influenciadores no processo de reconexão entre alunos e natureza. Nosso intuito é torná-los protagonistas da transformação ambiental e cultural nas escolas e comunidades”, ressalta Merçon.
Etapas do projeto Clube dos Observadores da Natureza
Capacitação de professores
A primeira etapa é a formação dos docentes. A partir de encontros virtuais e presenciais, os professores aprendem fundamentos de ecologia, técnicas de observação da natureza, introdução à ciência cidadã e orientações práticas para o uso da plataforma iNaturalist.
Todo o conteúdo é integrado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que norteia os currículos escolares e propostas pedagógicas para a educação básica no Brasil.
Criação dos clubes escolares
Após o treinamento, cada professor está apto a formar um Clube de Observação da Natureza com seus alunos, com autonomia para planejar atividades, definir áreas de observação e manter o perfil na plataforma iNaturalist.
Atividades práticas e Bioblitz
Na terceira fase, são promovidas atividades práticas de campo, com foco no registro fotográfico e científico da biodiversidade local. Os grupos contam com acompanhamento técnico e metodológico do Instituto Últimos Refúgios.
Além disso, o projeto prevê ações de Bioblitz, que mobilizam alunos, professores, familiares e comunidades para registrarem espécies de animais, plantas e fungos em quintais, chácaras e áreas de vivência.
Protagonismo juvenil e legado do projeto
A intenção é que, após a implantação, os clubes tornem-se perenes, com encontros regulares e integração do tema da biodiversidade a outras disciplinas escolares.
“O projeto Clube dos Observadores da Natureza une educação ambiental e ciência cidadã em uma abordagem prática, inclusiva e territorializada. O uso de celulares e outras ferramentas digitais torna o processo mais acessível e envolvente, estimulando o protagonismo juvenil e o sentimento de pertencimento aos seus territórios. Inspirando pessoas, promovemos mudanças!”, defende Leonardo.
Mais informações:
- Denise Klein – (27) 99253-6191
- deniseklein@triadecomunicacao.com.br
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